Passeio gastronômico…20/10/11

…Ou como ficr bêbado em provas de vinho.

 

O interessante desses passeios de ônibus é que  se pode saltar em qualquer uma das paradas e depois pegar eles de novo para continuar a viagem. Foi assim que fizemos para o passeio de barco e no mesmo ponto, havia mais um passeio que estava incluído no pacote. Um passeio pelas Caves de Vinho, onde se poderia experimentar alguns deles.

 

O estranho: segundo as informações, era no mesmo ponto de ônibus, onde um especial iria pegar e levar até a cave específica e depois trazer de volta. Como não sabiamos direito como fazer e quanto tempo iria demorar, aproveitamos que o ônibus do passeio passou e perguntamos ao motorista. Tanto ele quanto um outro que seria funcionário, me informaram que esse passeio não tinha mais, que seria apenas na parte do verão. Ou seja, teriamos sido enganados pelo vendedor do passeio. Felizmente, eles indicaram uma outra cave, que era próxima de outro ponto de parada do passeio e que o nosso ingresso valia para lá. Ok. Vamos então para essa nova Cave.

 

Chegando lá, era apenas um tipo de vinho que poderiamos experimentar, com alguma pequena coisa para acompanhar. Preços altos pelos vinhos e mais nada. Nem uma explicação. Só um vídeo sem som passando numa TV no alto de uma parede. Inconformado, fiquei examinando o panfleto do primeiro passeio e vi que de fato tinha horários de visitação para os meses de Outubro em diante, no período do Inverno. Minha mãe estava indignada e não tava muito a fim de ficar andando, mas consultando o mapa, considerava que conseguiria achar essa cave.

 

Depois de mais de 20 minutos andando e uma longa ladeira acima, conseguimos achar a bendita cave. Um lugar muito mais aberto, o salão de visitação era amplo e tinha muitas mesas e moças atenciosas para receber os convidados. Muito diferente. Para quem quiser saber, era o Cave da Graham’s. Um dos principais produtores de vinho do Porto (os legítimos) e era naquele local onde se ficava os tonéis para conservação e maturação dos vinhos.

 

Uma moça veio nos receber e pediu que aguardassemos em uma mesa e enquanto a visitação não começava, poderiamos desfrutar de uma pequena taça de vinho branco gelado. Realmente saboroso, apesar de não gostar muito de vinho branco. Logo uma outra moça veio nos cumprimentar e nos levar para conhecer o salão dos vinhos. Antes, um curto vídeo mostrando aquelas típicas cenas de homens pisando em uvas dentro de tonéis, as máquinas mais modernas de preparo do vinho, o transporte como era antigamente e como é hoje entre outras peculiaridades.

 

Após o vídeo, fomos ver mais de perto os imensos tonéis e os inúmeros barris onde vinho de porto de diversos tipos maturava e aguardava o momento de ser engarrafado e transportado para diversos lugares. Um corredor estreito nos levava até o setor de vinhos vintage, aqueles envelhecidos em garrafa e que só tinha em anos especiais. Paramos em uma alcova onde tinham várias garrafas do ano de 1977… realmente um ano muito especial. hehehehe. Além disso, existia uma garrafa de 1864 lá. O mais engraçado era que pelo que a moça falou, se abrissem aquela garrafa, podia ter a chance até do vinho estar estragado. Mas não por ter passado tempo demais, mas já ter começado a maturação estragado. Acho que vinhos antigos são piores que loteria ou aões na bolsa.

 

Encerramos a visita com mais uma rodada de degustação. Dessa vez eram 3 tipos de vinho. Todos escuros, mas com colorações diferentes. Todos com 20% de teor alcoolico! Isso porque em um dado momento da maturação, tacam aguardente com quase 50% de alcool no meio e no final fica apenas 20%. Como minha mãe não quis tomar muito e só bebeu umpouco do primeiro tipo, coube a mim a “dificílima” tarefa de terminar com todas as doses das taças restantes. Restou caminharmos de volta até o ponto de ônibus, pelo menos tinha uma alta parede para me apoiar caso precisasse. Mas pelo menos no final, visitamos 2 caves, experimentamos 5 tipos de vinho e isso tudo no mesmo pacote e sem saber que podia fazer isso. Preciso ficar mais atento às entrelinhas desses passeios.

 

Infelizmente, como esse é  primeiro país, não seria muito sábio comprar garrafas de vinho do Porto para continuar a viagem, mas perguntando na Cave, descobri que, apesar de não haver uma exportação direta para o Brasil, esses vinhos da Graham são vendidos quase todos nos aeroportos. E como na volta ao Brasil teremos conexão em Lisboa… acho que levarei umas.

 

Próxima parada… Paris! Cidade da Luz, do Croissant e do biquinho!

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