E todas as estradas levam a…

14/07/2009

…algum lugar, claro! Duh.

 

Mas se estiver na Italia, possivelmente vai te levar a Roma. Talvez passe antes por Firenze, Milano, Napoli, etc… Mas uma hora acaba aqui. E acabei aqui. Num albergue do mesmo nivel estranho dos demais e com internet gratis… mas wi-fi. Acho que Internet gratis na europa e igual a wi-fi. Numa proxima viagem eu trago meu notebook. Pra compensar, resolvi arregacar as mangas (literalmente senao fico bronzeado so do cotovelo pra baixo rs) e sai batendo perna. Por isso, vou parar de escrever por aqui e deixar as imagens falarem. Afinal, upload de foto demora um pouco e 1 hora nesse lugar saiu quase 5 euro… Ainda bem que em Munique isso melhora.

 

Praga - Charles Bridge visto a distancia

Praga - Charles Bridge visto a distancia

 

Catedral na entrada do Castelo de Praga

Catedral na entrada do Castelo de Praga

 

Castelo na cidade de Cesky Krumlov

Castelo na cidade de Cesky Krumlov

 

Budapeste - Praca principal Heroe's Quarter's

Budapeste - Praca principal Heroe's Quarter's


E mais um pais se vai…

04/07/2009

Hoje resolvi seguir por um roteiro beeeeeem mais tranquilo. De preferencia que me mantivesse acima da superficie. Rs….

 

Resolvi explorar melhor a parte de Buda que tinha o castelo que ainda nao tinha visitado, alem de outros pontos por perto. Tinha que seguir a rua ao lado do albergue ate chegar no rio Danubio. No meio do caminho, a igreja de Sao Estevao. Um carinha aqui do albergue me disse que Sao Estevao e o padroeiro da cidade e que na epoca em que ele foi morto, chegaram a cortar a mao direita dele. A mao foi mumificada e colocada em uma caixa de vidro em que as pessoas poderiam colocar uma moeda e iluminar a mao. Bom… a igreja estava aberta, o local e muito bonito, as pinturas e esculturas tambem, mas o local da mao estava fechado! Nada de gastar dinheiro com maos mumificadas. Rs… Saindo da igreja, segui mais um pouco e cheguei ao Danubio. O rio e bem largo e a correnteza parecia bem forte. Talvez pelo fato das chuvas que cairam na regiao ontem. Antes de seguir o fluxo do rio para chegar ate Chain Bridge, segui no sentido oposto para chegar ate o parlamento, que havia visto no dia anterior do bonde voltando das cavernas. O predio e imenso e parece uma igreja gotica. Consegui tirar algumas fotos e descobri que tinha uma fila imensa para poder chegar ate o portao onde se vendiam tickets para a excursao dentro do predio. Como nao estava a fim de gastar tempo debaixo do sol para comprar ticket para passear por dentro de um predio cheio de frescuras que deveria ter e gastar sei la quanto tempo, dei meia volta sem nem ao menos querer saber quanto era. Ja se aproximava o meio-dia e tinha muita coisa para ver. Nao estava a fim de gastar tempo vistando museus a menos que realmente fosse importante.

 

Seguindo pelas margens do Danubio, pude perceber que existia o pessoal da limpeza da cidade que estavam limpando o cais. No dia anterior, era possivel ver que o ria tinha subido um pouco e aquela regiao estava alagada. Hoje era so lama, mas o rio estava quase acima da margem de novo. No meio do caminho, percebi uma serie de sapatos na beira do rio, justamente no ponto em que o pessoal da limpeza estava. Fiquei intrigado, achando que eles tinham encontrado tudo aquilo, mas tambem pensei que eles estavam arriscando jogar tudo no rio com a mangueira… dai vi a placa no chao. Duh… Aquilo era uma especie de memorial para as pessoas que haviam sido mortas as margens do Danubio na epoca do regime comunista em Budapeste. Chegando mais perto, percebi que todos os calcados eram de metal e estavam fincados no chao. Pode-se encontrar muitos desses memoriais pela cidade. Entao finalmente cheguei ate Chain Bridge.

 

Essa ponte foi a primeira a ser construida na cidade para ligar os dois lados e, assim como todas as outras pontes, tinha sido destruida durante a segunda guerra mundial. Agora, ja reconstruida, serve, pelo menos nesse dia estava servindo, como centro para barracas venderem artesanato ou coisas do genero. Toda a extensao de um dos lados estava ocupada por barracas vendendo marionetes, flautas e bijouterias feitas com materiais da regiao. Alem de barracas vendendo comida, claro. Ao longo do caminho, alguns artistas tocavam flauta para recolher alguns trocados. Alias, em varios parques de Budapeste, vc encontra algum jovem tocando flauta ou outros instrumentos, como violino, para conseguir algum trocado. Pelo menos eles tocam muito bem. :) Terminando a ponte, eu vejo que o castelo que esta no alto do morro, teria duas formas de subir (na verdade 3, mas essa terceira dependia de transporte publico). Ou subia de bonde, tipo o que tem no Corcovado no Rio e levaria uns 60-80 segundos para percorrer o caminho pagando sei la quanto (estava com muita preguica hj de ver precos de atracoes) ou seguir por uma trilha lateral. Logico que o lado masoquista mao-de-vaca (rs) falou mais forte. A subida foi um bocado cansativa pois tinha varias escadas e ladeiras serpenteando ingremes na encosta do morro. Acho que devo ter levado uns 20 minutos para subir tudo, mas pelo menos foi em trilhas no meios das arvores. E finalmente cheguei no castelo.

 

 O castelo na verdade se transformou num imenso palacio com museus pagos no interior e amplos patios ao redor. Resolvi ficar nos patios mesmo. Lugar bem grande, com predios bonitos. De la podia se ter uma bela vista do Danubio e de toda a parte Peste da cidade (acostume-se, pois os proprios habitantes chamam os lugares de Buda ou de Peste). Nos patios que ficavam atras dos predios principais, mais barracas vendendo souvenires e mais pessoas tocando flautas. Pelo menos o passeio tinha trilha sonora classica. De la desci para ir ate o proximo ponto. The Citadel.

 

Depois do castelo, segui mais adiante no rio Danubio ate chegar no proximo morro, onde a Citadela estava la em cima (por que tudo em cima de morros??) Existia uma estrada que passava em algum ponto e subia la, mas resolvi, mais uma vez, seguir pelas trilhas. Dessa vez as trilhas eram mais pesadas e ingremes e mesmo com as escolhas nao adiantava muito. Chegando la em cima, nao tinha muita coisa para ver da citadela, pois a maior parte foi transformada em museu e era pago (estava bem mao-de-0vaca hj. rs) mas a visao da cidade era melhor.

 

Um problema serio hj era que o sol estava bem forte e estava suando muito. Com isso, andar estava dificil e tudo o que eu fazia implicava ficar a ceu aberto. Como ainda nao tinha almocado e ja estava quase chegando as 4 horas da tarde, la vou eu novamente descer todo o morro e percorrer o longo caminho de volta. Almocei num restaurante com comida tipica hungara (nada demais, so porco com uns temperos exoticos, mas suficiente para satisfazer minha fome) e voltar para o albergue.

 

Ate que foi bem tranquilo hj. Amanha de manha terei que acordar bem cedo e partir para Zagreb! Pelo menos terei guia por la! hehehe…


Leo entrando pelo buraco

03/07/2009

Entao. Entrar pelo buraco, foi no sentido literal. Existe uma excurso para explorar um sistema de cavernas que foi achado por mineiros a algumas decadas atras e que percorre uma boa extensao debaixo da parte de Buda. Depois de uns 40 minutos de onibus ate chegar por la, fomos para uma casa onde vestimos macacos ja sujos de poeira de limestone (nao sei o nome disso em portugues). E instrucoes do que iriamos fazer (em suma, repita tudo o que o da frente fizer e mantenha-se junto do grupo). Atravessamos a estrada e fomos ate a entrada da mina.

 

Descemos uma imensa escada de metal ate chegar na primeira camara. A temperatura e de 10 graus Celsius e fumaca saia toda hora da respiracao. Continuamos agachados ou engatinhando por um pequeno tunel ate chegar em outra camara. Ao longo dessas camaras que encontravamos, o guia ia explicando sobre a caverna. Dai passamos pela primeira parte de “Sandwich”, onde tinhamos que nos espremer por uma passagem estreita, empurrando apenas com a ponta dos pes e se contorcendo por algumas curvas. Apesar do macacao nos proteger, era incomodo e tinhamos o capacete que tinha uma lanterna que era a unica luz ali embaixo, mas dificultava virar a cabeca para saber onde estavamos indo.

 

Depois de algum tempo engatinhando e escorregando, chegamos ate uma grande camara onde tinhamos uma importante decisao. Caminho longo e dificil ou curto e facil. Logico que escolhemos o mais longo e dificil. Dai veio outra parte de sandwich e uma escalada ingreme. O problema que meu tenis ja nao tinha muito apoio por natureza e logo ficamos sujos de lilmestone e o tenis ficou cheio disso tornando mais dificil o caminho.

 

Finalmente passamos por uma descida ingreme e mais algumas espremidas ate chegar no que eles chamam de Teatro, pois parecia ter aspectos de um teatro. Decidimos novamente seguir pelo caminho mais dificil que apenas tinha uma escalada acima escorregadia ate chegarmos em outra camara onde tiramos uma foto comunitaria (vou falar sobre as fotos depois). Depois de mais algums tuneis, fomos escolher mais um caminho. O guia disse que teria mais uma passagem simples ou mais uma passagem Sandwich. Ele disse tambem que nao seria tao estreito quanto as outras so que seria mais longo…

 

Se um guia dessas cavernas disser que nao e estreito, nao acredite. E pior!

 

Nao tem como descrever direito aqui, mas imagine ter que escalar por uma passagem 45 graus de inclinacao, em dois eixos, ou seja, vc esta inclinado a 45 graus e tem que subir de lado uma ladeira de 45 graus de inclinacao. So que vc tem que ficar de brucus todo o tempo, tendo que empurrar o corpo para cima com apenas as pernas e o teto arrastando nas suas costas.

 

Depois de uns 30 minutos (apenas chutando pq nao deu tempo de ver o relogio) cheguei em uma parte em que estava extremamente dificil de continuar subindo, pois os apoios para as maos nao deixavam espaco para dobrar os cotovelos e me puxar e os pes nao encontravam apoio, por isso fiquei um bom tempo parado entre duas placas de pedra, sem conseguir me mexer. Tive que torcer bem as pernas para travar a coxa e me empurrar um pouco e num dado momento me virar de costas para conseguir me puxar. Mas o pior ainda estava por vir…

 

Depois de conseguir subir essa chamine inclinada, tinha uma parte plana e tinha que passar por um buraco estreito, com uma pedra em cima, fazendo um U. Depois de uns 10 minutos, acho, tentando encontrar uma posicao para passar o capacete, as pernas perdiam o apoio e o peito travava na rocha. De fato esse foi o pior momento e sentia que podia ter um acesso de panico ali, pois nao tinha para onde ir. Era ou ficar ali ate a proxima encarnacao ou achar um jeito. Isso aconteceu porque eu estava por ultimo na fila e como tinha que subir com a cabeca inclinada em uma unica posicao, pois o teto impedia que virasse, nao tive como saber como passar por aquilo. O carinha que estava na frente tentava me instruir como passar por ali, mas nao podia fazer muita coisa. Ele seguiu adiante e chamou o guia que veio me socorrer. Dai eu descobri o que estava fazendo de errado. Como nao tinha visto o caminho, estava tentando passar pelo lugar mais estreito e nao vi que tinha uma passagem mais acima, que dava para passar desde me puxasse e ficasse de cabeca para baixo, mas muito melhor que a que estava tentando usar. Foi um imenso alivio passar por ali. Ainda bem que outros tambem tiveram muita dificuldade naquela caverna. Depois daquilo, passar pelos Sandwiches seguintes foi moleza. Finalmente chegamos na escada para a saida e respiramos ar puro novamente (quente e abafado pois tinha chovido, mas melhor que o ar gelado e estagnado de la de baixo). Parecia que estava no filme A Caverna, pois como eu era o ultimo da fila, olhava para tras e nao tinha mais ninguem e tudo era escuro e as luzes na frente se distanciavam e nao apontavam para o caminho que eu estava passando.

 

Era uma possibilidade levar cameras, mas os guias recomendavam que nao. Cada um ia por conta e risco (assinamos um termo antes sobre isso rs). Eu estava com a minha camera automatica que era menor, mas ela tinha que ir no bolso interno do macacao, mas com ia passar por lugares estreitos, decidi deixar na cabana. Foi uma decisao acertada. Um outro carinha que estava com a camera no bolso, acidentalmente acionou ela no meio de uma passagem e a lente avancou, mas como nao encontrou espaco para avancar mais, emperrou e ficou inclinada para baixo. Nada bonito de se ver e pode-se dizer que ele perdeu uma camera. Por isso nao tenho fotos, mas talvez eu consiga de mais alguem que tirou fotos… Outro grande problema era que apesar do frio, o esforco fazia todo mundo suar pra caramba. O suor caia nos olhos e nao dava pra limpar direito porque as maos estavam bem sujas. Os oculos sujavam de poeira, suor e embacavam com o calor do corpo. Sai de la de baixo todo dolorido e com sujeira espessa nas maos. Meu tenis? Todo sujo. Ainda bem que ainda nao comprei um novo hehehehe… agora eu tenho um motivo para fazer isso. Minha camisa e calcas estavam encharcaddas de suor. Mas apesar do sofrimento e do aperto (literalmente), foi divertido.

 

Depois disso, estou aqui descansando, pois estou com todo o corpo doendo. Amanha devo ficar com o programa normal de visitar castelos, parques e museus. rs… ate amanha ou ate Zagreb!


Buda… ou Peste… whatever

03/07/2009

A cidade, como ja disse, e dividida em duas partes pelo rio Danubio. Eu fiquei na parte de Peste, proximo de uma das grandes estacoes de trem, o que foi bom pois podia comprar minha proxima passagem para Zagreb.

 

Acordei, tomei um belo dum banho e fui para o hall, onde recebi varias indicacoes da cidade, coloquei minha roupa pra lavar (que estava nas ultimas) e fui passear.

 

A primeira coisa que fiz foi apanhar dinheiro, ja que na noite anterior so peguei o suficiente para pegar o metro e qqer emergencia. Engracado que como a moeda mudou, tambem mudou o tipo de qualidade de vida. Enquanto que em Praga uma passagem de metro custa 19 coroas, aqui em Budapeste custa de 300 a 470 florins. Tem que se ajustar com o quanto custa cada coisa.

 

Saindo do albergue, depois de comer meu ultimo pao com queijo da viagem do dia anterior, resolvi seguir a rua do albergue (outra facilidade desse albergue) ate achar uma das avenidas principais, que tinha varias atracoes turisiticas. A primeira parada foi a House of Terror. Apesar do nome, e um museu para todo o terror que afligiu Hungria com a segunda guerra mundial, o nazismo e os Gulags sovieticos. Impressionante como a guerra afetou tanto essa cidade.

 

Depois disso, segui pela Andrassy Utca ate chegar na Heroes Square. Parecia uma replica de Brandenburg Tor, mas tinha um obelisco no meio e um tumulo que depois tenho que descobrir de quem e. Dos dois lados da praca, tem o Museu de Belas Artes e o Museu de Artes (nao sei a diferenca, mas tinha rs). Segui mais um pouco ate chegar no principal parque da cidade, onde tinha um castelo que apenas vi por fora, ja que e um museu e tinha que pagar, por isso nao fui e mais para frente teria a melhor casa de banhos da cidade, que me recomendaram visitar e ficar algumas horas por la…

 

Bem. Como ja tinha escutado historias sobre casas de banho na Hungria, decidi por um outro plano turistica… e acabei entrando pelo buraco.

 

Literalmente.


Long lost day…

03/07/2009

Ate o momento, a viagem entre Praga e Budapeste foi a pior de todas…

 

Pra comecar, tive que esperar cerca de uma hora no sol para o onibus para Praga. O onibus ate que foi decente, porque eu estava na janela, tinha ar-condicionado, ate bebida servida e filme dublado em checo! Mas parou por ai.

 

Tive que esperar mais uma hora ate o trem e tinha reserva de assento… mas o assento nao existia! Ou se existia, deveria ser um dos dois bancos sem encosto literalmente na janela. Acabei ficando em um dos assentos vagos, que tive que sair numa estacao algum tempo depois pois a pessoa dali havia chegado. Os assentos eram horriveis, nao reclinavam e o trem era perfeito para viagens de no maximo de 3 horas, e a viagem duraria umas 7… e nao tinha luz! Somente nos vagoes de 1a classe tinha luz e nos nossos vagoes, o cara que carimbava os tickets estava usando o celular para luz! No final o trem ainda parava toda hora, pois os trilhos eram compartilhados por varios trens e estava bem quente. Tipo verao do Rio com humidade do ar por volta de 80%.

 

Cheguei uns 15 minutos atrasado na estacao. Ate ai, nao seria muito problema, mas o metro da cidade iria fechar em cerca de 30 minutos e ainda tinha que pegar duas linhas ate o albergue e tirar dinheiro para pagar os tickets.

 

Ate que o metro nao era dificil de se orientar, mas parecia que ele ia descarrilhar toda vez que chegava ou saia da estacao. Chegando no lugar que eu tinha que chegar, acho que acabei saindo pelo lado errado da estacao, pois a placa que eu tinha que procurar nao estava por la. Perguntando para varias pessoas, que nao sabiam (inclusive policiais) onde era a rua, acabei encontrando uma mae com dois filhos adolescente que pelo menos um deles sabia um pouco de ingles e me ajudaram a encontrar a rua, mas o numero do predio ja era dificil de achar. Cheguei em Budapeste as 22:50 e no albergue as 23:58…

 

Felizmente o dono do albergue estava por la e me mostrou todo o lugar e nao tinha ninguem no quarto, entao pude arrumar tudo com a luz acessa… e ir direto para cama. De fato foi um dia perdido, ja que fiquei o tempo todo em viagens e tentando me encontrar. Mas o dia seguinte ate que foi compensador…


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.